"Cada um que treina Tai Ji Quan, o faz de uma maneira diferente: temos constituições físicas diferentes, estados mentais diferentes e biografias diferentes. Isso não significa nada caótico, caso o contrário o esforço consertado das pessoas responsáveis pela vivência e difusão do Tai Ji Quan não lograria êxito em suas jornadas. Se, sobreviveu até os dias atuais, o fato se deve aos seus fortes princípios, passados de geração em geração, com respeito ao sagrado que existe nos mitos, ritos, conhecimentos e relações interpessoais que perpassam a prática, o que inclui também o respeito à especificidade de cada pessoa nesse movimento."
A última coisa que queremos é limitar o blog para apenas a Filosofia do Dao (Tao) e experiências marciais, o que queremos de fato é mostrar como o ideal de harmonização e união das pessoas estão presentes em todas as sociedades, e é uma de nossas maiores virtudes (a qual infelizmente estamos perdendo).
Portanto nos ajude, toda vivência coletiva é uma representação fidedigna do Universo.
Em alguns textos do Blog foi preferível adotar os termos em chinês através do sistema ortográfico Pin Yin.
Portanto nos ajude, toda vivência coletiva é uma representação fidedigna do Universo.
Em alguns textos do Blog foi preferível adotar os termos em chinês através do sistema ortográfico Pin Yin.
quarta-feira, 25 de março de 2015
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
II ENCONTRO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE
Olha aí gente, uma oportunidade de ouro bem do nosso lado: nos dias 03, 04 e 05 de novembro, irá ocorrer na UFPE, o II Encontro Internacional Educação e Espiritualidade, com a temática Desenvolvimento Humano: Sentidos e práticas educativas para a formação do Ser. As inscrições serão reabertas no dia 06 de setembro, portanto ainda dá tempo de se inscrever como ouvinte. Vamos em boa hora pois vai ter uma equipe para "botar para ferver" logo no primeiro dia com os Professores Aurino Lima, Ferdinand Rohr, Alexandre Freitas e José Policarpo Jr.
Maiores informações, no endereço abaixo:
E aqui, a programação:
Pensamento Chinês
"...o pensamento chinês não procede tanto de maneira linear ou dialética e sim em espiral. Ele delimita seu objetivo não de uma vez por todas mediante um conjunto de definições, mas descrevendo ao redor dele círculos cada vez mais estreitos. Isso não é sinal de um pensamento indeciso ou impreciso, mas antes de uma vontade de aprofundar um sentido mais que de esclarecer um conceito ou pensamento. Aprofundar significa deixar descer cada vez mais fundo dentro de si, em sua existência, o sentido de uma lição (tirada da frequentação assídua dos Clássicos), de um ensinamento (prodigalizado por um mestre), de uma experiência (vivência pessoal). É assim que são utilizados os textos da educação chinesa: objetos de uma prática mais que de uma simples leitura, são primeiramente memorizados, depois aprofundados continuamente pela consulta e companhia dos comentários, pela discussão, pela reflexão, pela meditação. Testemunhos da palavra viva dos mestres, eles não se destinam apenas ao intelecto, mas à pessoa toda; servem menos para raciocinar do que para ser frequentados, praticados e, finalmente, vividos. Pois a finalidade última visada não é a gratificação intelectual do prazer das idéias, da aventura do pensamento, mas a tensão constante de uma busca da santidade. Não o raciocinar sempre melhor, mas o viver sempre melhor sua natureza de ser humano em harmonia com o mundo".
"É inscrever-se no real em vez de sobrepor-se a ele [...]. Em vez de elaborar objetos num distanciamento crítico, tende pelo contrário a permanecer imersa no real para melhor sentir-lhe e preservar-lhe a harmonia".
Anne Cheng
domingo, 27 de abril de 2014
DIA MUNDIAL DO TAI CHI CHUAN E QI GONG 2014
Mais uma celebração da Associação Pernambucana de Práticas Corporais Chinesas no Dia Mundial do Tai Chi Chuan e Qi Gong, no Parque da Jaqueira. Obrigado por permitir mais uma vivência rica e profunda sobre o Universo e as interações entre os seres vivos.
Imperecível é o Espírito da Profundeza,
Como o Seio Profundo da Maternidade.
Céus e terra radicam no Seio da Mãe.
São a origem de todos os vivos,
Que espontaneamente brotam da vida.
LAO TZU, Tao Te Ching, Cap. 6
Muito obrigado.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
ÉTICA DO SER INTEGRADO
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
2 ANOS DA APPCC EM OLINDA (OBRIGADÃO)
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não terei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Caetano Veloso
Obrigado a todos os que vieram e aos que não puderam vir.
As fotos estão no link abaixo:
https://plus.google.com/photos/110592944064057793711/albums/5925770940740290177
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
CONVITE: CAFÉ DA MANHÃ (2 ANOS DA APPCC EM OLINDA)
"Chamada geral" para comemorar conosco, os 2 anos da Associação Pernambucana de Práticas Corporais Chinesas aqui em Olinda. Venham participar e conhecer nosso trabalho.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
CORPO-MENTE-REFLEXÃO
Marco Aurélio Acioli Dantas
É duro constatar isso em nós mesmos,
mas é um fato: não aprendemos a ser nós mesmos. E um fato que tem razões
próprias, mas não impossíveis de serem detectadas; mas ainda assim a primeira coisa
necessária é reconhecer isso em nós mesmos.
Somos moldados desde crianças a atender
diversas exigências nos processos de socialização e educação no qual estamos
inseridos, sejam eles formais (como escolas, empregos, associações, etc.), ou
informais (na família, entre amigos, etc.). O pior mesmo é a maneira como essas
exigências chegam para nós, que na maioria das vezes caracteriza uma imposição.
E quando não é imposição, essa maneira de agir que nos é ensinada, não é
problematizada ou explicada de uma forma que possibilite a pessoa refletir
sobre o PORQUÊ, o COMO, e QUAL O SENTIDO da ação, que pertence à PESSOA que
EXECUTA, mas que satisfaz OUTRAS PESSOAS, ou até mesmo uma CULTURA DE IMPOSIÇÃO
DE TREJEITOS.
Dolorido pensar...mas necessário. Se a ação
me pertence e eu não sei o porquê de fazer, eu na verdade estou sendo
violentado. Imagine quantas coisas nós não fazemos no “automático”? Sem se
perguntar o que nos motiva, o sentido, como se formou esse desejo de ação, que
me pertence, mas que na verdade me escraviza? Imagine se depois de muitos e
muitos anos isso veio se repetindo, e só depois de 35 janeiros me dei conta?
Como algo que é meu, que corresponde ao meu CORPO, minha MENTE, minha REFLEXÃO,
pode ser extraído de mim desde a infância. E o pior, como algo que é
ESSENCIALMENTE HUMANO pode ter se voltado contra mim?
Não pretendo tornar isso tão descritivo,
mas vivemos numa sociedade que nos transformou em consumidores, e não se
iludam, apenas isso interessa para os que têm mais meios MATERIAIS de manipular
informações e influenciar maneiras de conceber o mundo. E o escandaloso é
presenciar grandes empresas que lucram milhões, como bancos e outras
multinacionais, lançando projetos “ambientais” e “sociais” com véus hipócritas,
que buscam não mudar a situação, mas abater impostos e cumprir com pautas
excludentes, pois eles fazem projetos que “dizem” incluir as próprias pessoas
que as grandes empresas excluem. O ponto negativo de todo esse processo é a
visão do mundo baseada no UTILITARISMO. São esses mesmos grupos que constroem e
veiculam padrões de como devemos agir diante de situações no nosso dia a dia, e
mais profundo ainda, como devemos pensar o nosso próprio corpo, nossa relação
com outras pessoas e nossa relação com a natureza. Padrões esses, na
atualidade, utilitários. Vivemos hoje a utilitarização da vida. O mundo do
consumo nos apresenta, não apenas o produto final que sai das fábricas, mas o
consumo das relações entre as pessoas, o consumo dos recursos naturais, o
consumo da força de outras pessoas em prol, simplesmente, do desenvolvimento do
valor utilitário. Diante disso, nega-se o humano e valoriza-se a utilidade (no
sentido de instrumento, objeto) do humano.
Essa visão se estende até o jeito o qual
concebemos nossa vida, e o veículo de nossa vida, não é senão, nosso corpo em
conjunto com nossa mente. Mas uma mente que só recebe e não busca
conscientizar-se, em conjunto com o seu corpo, e apenas segue vivendo através
do utilitarismo, não é uma mente, é apenas mais um produto do mundo do consumo.
Observem bem, e vocês perceberão que o maior truque para a mercantilização da
vida é justamente a negação do humano. Pode parecer paradoxal, mas “negar algo”
é mais efetivo do que “falar mal de algo”. Se você “fala mal de algo”, as
pessoas que são a favor disso que é criticado criam mais resistência; se você
“nega algo”, simplesmente se aniquila qualquer possibilidade de discussão, e as
gerações seguintes facilmente se rendem, pois não encontram resistência. O
mundo do consumo é o mundo da negação do humano, pois consome a vida, e a
própria VISÃO DE MUNDO de uma MENTE CONSUMISTA e UTILITÁRIA é o CONSUMO DA
VIDA, pois tudo se apresenta para ela como algo a ter um valor de utilização,
inclusive ela própria. Não há aí, reflexão, há apenas, um corpo separado de uma
mente. Pois a reflexão é negada. Que sistema iria conceder aos seus
participantes a semente para a destruição do próprio sistema? O triunfo de
separar mente do corpo e não permitir a reflexão, só foi alcançado pela negação
da reflexão. Liguem as televisões ou se antenem com qualquer meio de
comunicação ou sinta isso nos discursos nas ruas, é tudo muito “simples”, o
apelo dos discursos hoje em dia é para a “simplicidade”, o imediatismo, você
“quase que não precisa pensar”, ou então “pensar só traz aborrecimento”, ou
ainda “não perca tempo pensando”, etc.
Com todas essas mazelas, acabamos por
apenas nos padronizar a esse estilo de vida, pois foi para isso que fomos
educados (difícil hoje em dia, encontrar algum círculo em nossa sociedade que
não represente esse tipo de pensamento, que não reproduzam seus aspectos). Padronizam-se
CORPOS, separam-se as MENTES, negam-se REFLEXÕES, CONSCIENTIZAÇÕES.
Totalmente oposto a essa ideologia, o
Taiji Quan nos proporciona uma constante REFLEXÃO, unindo CORPO e MENTE,
através da busca da conscientização não apenas do próprio ser em si, mas também
dele com os outros, e dele com o meio em qual vive. Isso porque o Taiji Quan
possui toda uma complexa rede simbólica que teve origem no pensamento chinês e
na filosofia Taoista, que por meio de vivências HOLISTAS visa desenvolver o SER
HUMANO INTEGRAL, e buscar a essência do HUMANO, através dos vários aspectos que
o compõe: social, espiritual, corporal, psicológico, etc.
Diante disso, fica fácil perceber o
porquê de tanta dificuldade em aprender o Taiji Quan, pois além de pertencer
a todo um conjunto de práticas corporais de outra cultura, ela vem carregada de
outros símbolos, (principalmente quando se trata de um aspecto que nossa
sociedade fez questão de retirar quase que totalmente de nossas práticas no dia
a dia: uma prática corporal que sirva para todas as idades e que una mente,
corpo e a transformação da cultura enquanto prática humana) que nos são
estranhos. Logo, para quebrar essa trava que nós temos em lidar com o corpo, é
muito difícil, seja pela ausência desse tipo de rotina em nossas vidas, seja
por esse tipo de socialização da qual somos vítimas e que nega o acesso ao
nosso próprio corpo (NÃO APRENDEMOS A NOS SENTIR!).
Fora o simples ato de nos tocar (como no
caso da Auto Massagem), o Taiji Quan traz uma série de conceitos muito
complexos que nos força a uma reflexão muito profunda do nosso ego, ao qual
estamos totalmente apegados (somos consumistas dele, ele nos tem um valor
utilitário, instrumental, que por mais que nos padronize, nos faz sentir como
um instrumento que serve para “alguma coisa” em nossa sociedade). Esse chamado
para vivenciar o CORPO, e REFLETIR sobre ele, para a maioria é muito pesado,
doloroso e muitas vezes INÚTIL. Isso porque o Taiji Quan (para além de seus
aspectos marciais) prioriza algo que nós não estamos muito afetos a lidar: o
lado “invisível” da vida (coloco entre parênteses, pois esse invisível tem
influências visíveis absurdamente perceptíveis ao olho nú...seria mais aspecto,
que lado). Nossa sociedade concebe o ser humano como algo muito ligado ao
material (Yang), movido por coisas que chamem a atenção dos sentidos; e como a
prática do Taiji Quan da ênfase ao caráter invisível (Yin), como o apego do
ao ego, costumes socialmente impostos que não ajudam ao bem coletivo, energias
que envolvem a natureza e o ser humano, as diversas redes de poder existentes
em nossa sociedade e como devemos nos portar para sermos mais igualitários,
muitos acham que ele não tem utilidade prática, real, material. Os que acham
isso, só o fazem pois realmente estão muito apegados a essa lógica
mercadológica do mundo, onde tudo e todos são produtos, e não demoram muito em
tentar “consumir” a prática do Taiji Quan: tentam entender os movimentos por
uma lógica segregada, enfatizam o aspecto fitness (ou seja o corpo), praticam
como se comprassem um produto, um serviço. Praticar o Taiji Quan desse jeito
não é Praticá-lo de fato, é simplesmente reproduzir a lógica que a filosofia
Taoista tanto combate.
O mais interessante é que o Taiji Quan,
se considerarmos a construção dos templos em Wudang, tem mais ou menos uns 800
anos, porém se considerarmos a filosofia Taoista que dá base ao Taiji Quan,
veremos que ela possui mais de 3 mil anos, se não me engano mais de 4 mil anos
cientificamente comprovados pela historiografia. Porém concentremo-nos no Dao De Jing de Lao Zi que tem mais ou menos 2400 anos, nele o Mestre (no Poema
20) já chama a atenção para não cair no erro do individualismo, do apego à
práticas sem antes refletirmos sobre elas, ou buscarmos compreender as coisas
por apenas um aspecto em detrimento de outro (como a separação entre corpo e
mente). Ou seja, o desafio contra uma visão utilitária do mundo tem mais de
2400 anos...como vencer essa batalha na atualidade, se sua energia já vem sendo
gerada há mais de 2400 anos? É muita energia.
Os que não procuram romper com essa
lógica de padronização do CORPO e da MENTE para atender a certos requisitos
individualistas apregoados por nossa cultura torta e perversa, são arrastados por
esse emaranhado de energia. Os que querem rompê-la, precisam praticar todos os
dias a união do CORPO, da MENTE e da REFLEXÃO, ou todos os outros elementos que
a simbolize, CÉU e TERRA, YIN e YANG, etc. E por isso mesmo a prática da
meditação e dos exercícios corporais que compõem o Taiji Quan tem que ser
contínuos e diários.
Logo, como a ênfase no corpo e a
exclusão da reflexividade marca nossa sociedade nos dias atuais, o Taiji Quan, enquanto prática corporal nos propicia uma vivência que busca unir,
corpo, mente e reflexão, devolvendo a nós nossa capacidade de ATUARMOS no mundo
de maneira realmente humana.
terça-feira, 23 de julho de 2013
FOTOS DO CAFÉ DA MANHÃ DE JULHO DE 2013
A Vida é uma grande estrada com diversos significados,
Então quando você andar por entre os buracos, não complique sua mente.
Fuja do ódio, da malícia e da inveja!
Não embace seus pensamentos; ponha sua visão na realidade!
Acorde e viva!
Robert Nesta Marley
- MAIS FOTOS NO LINK ABAIXO:
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
DIA INTERNACIONAL DO TAI CHI CHUAN E QI GONG
Não percam essa oportunidade de participar de vivências que privilegiam a união entre corpo e espírito, o Ser Humano e a Natureza, o Céu e a Terra, propiciando o encontro com a Verdadeira Missão da Humanidade, VIVER em Harmonia.
Esse movimento já ocorre em mais de 100 cidades em todo o mundo, tem como slogan "Um Mundo... Uma só Respiração", e desde 1999 vem expandindo a Consciência da Unidade. A Associação de Pernambucana de Práticas Corporais Chinesas também vive esse momento, e o realiza todos os anos no Parque da Jaqueira.
O evento ocorre todo último sábado do mês de abril, esse ano a data será dia 27/04, às 08:00 da manhã.
Todos vibrando juntos
sexta-feira, 8 de março de 2013
SOBRE O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES
Esse texto foi escrito por Jacilene Borba Silva, integrante da Associação de Práticas Corporais Chinesas em Olinda. Faço minhas, vossas palavras.
8 de Março! Parabéns para você que foi queimada no meio de uma praça tendo a fogueira como altar diante da cólera do fanatismo religioso. Parabéns por 12, 18, 20 horas de trabalho,nas linhas de produção onde foram escritas as benesses da revolução industrial. Parabéns para você que pariu com toda a dor a minha história, você que levou em seu ventre por 7 ou 8 meses um anencéfalo enquanto a burocracia decide o que é a vida ou a morte em termos técnicos Obrigada por ter me ouvido quando nenhum outro da minha especie quis, quando gritei nos porões, quando meu sangue foi derramado, quando meu pai, meu irmão e meu meu marido me feriram. Não permitirei que os ecos destes porões sejam abafados pela mídia e seu marketing de rosas vermelhas, em que propaganda de alvejante virá uma mulher de joelhos com flores no avental limpando as marcas da hipocrisia? Parabéns para os homens que lutam ao nosso lado e que não se deixam levar por essa cultura excludente e nociva. Parabéns!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
ABSURDO
Após mais de 500 anos, a mesma elite comercial, que explorou, escravizou, assassinou e vendeu as terras, que hoje recebe a alcunha de Brasil, continua com a mesma e sanguinária jornada de imposição de "verdades insólitas".
Através de infinitas vidas, ecoa o grito de justiça desses (de nós) seres humanos, conscientes por si só, por possuírem uma Cultura que agrega todos em um só Corpo, não os individualiza, não os separa da Realidade.
Conscientes mesmo diante de uma sociedade que os obrigam a desfigurar-se, a tornar-se "um cidadão" (um conceito vivido de maneira parca por nós, fazendo os gregos tremerem nas ruínas), como se realmente nos possibilitassem alguma chance de participar da construção administrativa dessa "nação". Nossos Vovôs e Vovós fizeram a participação por meio do derramamento de sangue, sacrifício, e ainda hoje só temos direito a participar e realmente mudar alguma coisa através do protesto (na maioria das vezes violentamente sufocado, por quem jura à "bandeira" para nos proteger) e do forçar de barras.
Essa é a Realidade que deve ser mostrada, vivida, sentida...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Sobre o Qi Gong, por Li Hongzi
Essa postagem é uma passagem do
livro Falun Gong de Li Hongzi. A parte mostrada se refere ao primeiro ponto do
Capítulo I, intitulado As Origens do Qi
Gong. Acho legal conferir. Quem quiser pode baixar o livro completo em PDF
pela internet, http://www.falundafa.pro.br/livros/Falun_Gong.pdf
O qigong ao qual nos referimos até
hoje não foi, de fato, originalmente chamado de qigong. Ele se originou de
caminhos de cultivo solitário dos antigos povos chineses e do cultivo em
religiões. O termo de dois caracteres, qi e gong, não é citado nos textos das
Escrituras de Cultivo de Dan, Cânones Taoista10, ou na Tripitaka11.
Durante o curso do desenvolvimento da atual civilização humana, qigong
atravessou um período, quando as religiões estavam em suas formas embrionárias.
Ele já existia antes das religiões existirem. Depois que as religiões se
formaram, ele adquiriu uma conotação religiosa. Os nomes originais do qigong
eram: O Grande Caminho de Cultivo de Buda ou o Grande Caminho de Cultivo do
Tao. Ele tinha outros nomes como a “Alquimia Interna dos Nove Invólucros” a
“Via do Arhat12” ou a “Diana de Vajra13”, etc. Agora nós
o chamamos de qigong, por ele se adequar
ao pensamento moderno e ser mais facilmente popularizado na sociedade. Na
realidade qigong é algo que existe na China com o único propósito de cultivo do
corpo humano.
Qigong não é algo inventado por esta
civilização. Ele tem uma história extremamente antiga que remonta a épocas
passadas. Então, quando qigong surgiu? Alguns dizem que qigong tem uma história
de 3.000 anos, e tornou-se bastante popular durante a Dinastia Tang14.
Alguns dizem que tem 5.000 anos e que é tão antigo quanto a civilização
chinesa. Alguns dizem que, julgando pelas descobertas arqueológicas, ele tem
uma história de 7.000 anos ou mais. Eu considero qigong como algo não inventado pela atual
civilização – ele é da cultura pré-histórica. De acordo com investigações de
pessoas com habilidades supranormais, o universo no qual vivemos é uma entidade
que foi reconstruída após ter explodido nove vezes. O planeta no qual vivemos
foi destruído muitas vezes. Cada vez que ele foi reconstruído,o ser humano
começou a se multiplicar de novo. Agora, nós já sabemos que existem muitas
coisas na Terra que ultrapassam nossa atual civilização. De acordo com a
“teoria da evolução de Darwin”, o homem evoluiu a partir de um símio e a
civilização não possui mais do que 10.000 anos de idade. Porém, descobertas
arqueológicas revelam que em cavernas dos Alpes Europeus existem afrescos de
250.000 anos atrás, que mostram um nível artístico muito elevado que vai além
das habilidades das pessoas de hoje. No Museu da Universidade Nacional do Peru
há um grande bloco de pedra no qual foi entalhada uma figura de uma pessoa
segurando um telescópio e observando as estrelas. Essa gravura soma mais de
30.000 anos de idade. Como sabemos, Galileu inventou o telescópio astronômico
de 30X em 1609, pouco mais de 300 anos atrás. Como poderia existir um
telescópio 30.000 anos atrás? Na Índia, há um pilar cujo teor de ferro é de
99%. Nem mesmo a moderna tecnologia de fundição poderia produzir ferro com tão alta
pureza; esse pilar ultrapassou os limites da tecnologia moderna. Quem criou
tais civilizações? Como poderiam os seres humanos – que deveriam ser
microorganismos naqueles tempos – terem criado aquelas coisas? Essas descobertas
têm chamado mundialmente a atenção de
cientistas. Elas são consideradas como pertencentes a uma cultura pré-histórica
já que elas não podem ser explicadas.
O nível de realização científica foi
diferente em cada um desses períodos. Em alguns períodos foi relativamente
alto, ultrapassando o da civilização moderna. Mas, aquelas civilizações foram
destruídas. Portanto, eu digo que qigong não foi inventado ou é produto da
atual civilização, mas foi descoberto e aperfeiçoado pelas pessoas de hoje.
O qigong é de uma cultura pré-histórica.
O qigong não é exclusivamente um
produto do nosso país [China]. Ele existe também em outros países, mas não é
chamado qigong. Países do ocidente, tais
como os Estados Unidos, a Inglaterra e etc., o chamam de “mágica”. [...] De uma
perspectiva de baixo nível, o qigong pode mudar as condições do corpo
alcançando curas e boa saúde. De uma perspectiva de alto nível, qigong refere-se ao cultivo do corpo-original
(benti15).
Legendas:
10. Escrituras de Cultivo de Dan (dan), Cânones Taoista – Antigos textos
clássicos taostas chinêses para
prática do cultivo.
11. Tripitaka – “As Três Cestas”, também conhecida como o Cânone de
Pali. Uma
coleção de textos em linguagem
Pali que formam a base das doutrinas do Budismo
Theravada. Suas três partes são:
os ensinamentos de Buda, o código monástico e os
tratados filosóficos específicos.
12. Arhat (arrat) – Um ser iluminado com Status de Realização na
Escola Buda que
está abaixo de Bodisatva e
Tatagata.
13. Diana de Vajra – Diana significa “Meditação”, enquanto Vajra
pode ser
traduzido como “Raio”, “Diamante”
ou “Indestrutível”.
14. Dinastia Tang – Um dos mais prósperos períodos da história da
China (618-907 d.C.).
15. Benti – 1. “O Ser
Verdadeiro”; 2. o corpo físico e os demais corpos sutis
existentes em outras dimensões.
O autor Li Hongzi é uma figura
alvo de polêmicas na China, e em conjunto com seus seguidores, os praticantes
do Falun Gong, sofreram e sofrem perseguições. Mestre Li se estabeleceu em
outros países para poder disseminar a prática do Falun Gong. E mesmo distante
da China, algumas embaixadas ainda criticam ferozmente Li Hongzi. Alguns dizem
que os praticantes são instigados à rebeldia, e que o mestre Li se aproveita,
através de promessas de curas milagrosas, do dinheiro angariado por sua “seita”
para viver na luxúria. Outros revelam que os ensinamentos garantem a melhora da
saúde e o despertar da consciência, e embora realmente os diversos grupos de
Falun Gong espalhados pelo mundo sejam bastante ativos quando perseguidos,
essas ações são através de manifestações pacíficas como distribuição de
panfletos, esclarecimento da prática, entre outros; o que possa talvez se
caracterizar em “rebeldia”, principalmente na China, onde a repreensão contra
movimentos sociais é mais rígida.
Sobre a prática, segundo meu
olhar superficial, pois ainda não li a obra por inteiro, e nem conheço muito a
respeito da história do Mestre Li Hongzi, o Falun Gong segue uma linha budista,
mas consegue abarcar conceitos compartilhados por diversas linhas do pensamento
chinês (isso é até meio lógico, pois a maioria das linhas filosóficas sofreram
uma espécie de sincretismo na China, e até existem lendas onde são justapostas
personagens hindus e taoístas), mas sua ênfase segue o pensamento budista. São
exercícios estáticos e acompanham respiração, mentalização e condução do Qi e o
cântico de mantras. Além de acumular, segundo meu olhar ignorante mais uma vez,
uma espécie de energia “Gong” (ou a materialização da energia) tanto para
auto-cura como para curar outras pessoas.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
VOTOS
Impossível ser formalidade após 11 "pequenos dias" de atraso, mas com certeza representa o mais profundo sentimento de esperança de que isso tudo pode ocorrer, pode ser vivido. Se todos ansiaram por aquele momento, por aquele dia, que a todos congregou, e pareceu romper fronteiras impossíveis de serem ultrapassadas na rotina diária
Se todos passaram por aquele pequeno conjunto de horas com tanta intensidade, tal qual a ansiedade dispendida por não sei quanto tempo...Calma: temos mais 350 e poucos dias durante todo o ano de 2013 para Viver de fato os desejos das primeiras linhas acima.
FELIZ ANO NOVO COM ATRASO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
domingo, 16 de dezembro de 2012
14/12/2012
Por mais sensacionalista que seja a mídia, nunca é demais chamar atenção para uma monstruosidade como essa ocorrida na última sexta-feira (14/12), em Newtown, nos Estados Unidos.
Aqui, não serão mostrados comerciais com atores famosos, ou quadros com necessidades superficiais com celebridades, logo após um fato (FATO, não mera "notícia" televisiva) como esse, mas a ênfase que, independente de religião, de classe, de gênero ou qualquer individualidade ou outra "complexificação social" precisamos de fato de uma cultura de respeito ao próximo, em sua mais rica simplicidade que é a de considerar o "outro", seu Semelhante, seu Igual, Ser Humano.
Todos somos Iguais, e por isso mesmo, possuímos a mesma capacidade criativa frente às mais diversas situações em nossas vidas; e por isso mesmo também, a mesma capacidade de criar símbolos, instituições, culturas diferentes. Mas de vez em quando, parece que esse caminho de extrema complexificação e diferenciação cultural nos impede de olharmos para trás e enxergarmos que todos partirmos do mesmo ponto e retornaremos para ele.
Que esse véu, que em nossa ignorância rotineira, se mostra para nós como uma cortina de ferro, um muro intransponível, possa ser retirado. Como uma coisa tão simples e leve como um véu pode transformar-se em um muro rígido, grande, pesadíssimo, capaz de ser necessário anos, as vezes décadas, para sua demolição, e quando assim, ainda deixando marcas profundas no chão onde foi erguido. Que possamos tomar consciência do quão fácil pode ser o fato de apenas retirarmos o véu, e passarmos a perceber o quanto Iguais somos, dignos de respeito. Respeito a Vida.
Fatos horrendos como esses, nos obriga a pensar o quanto nossa sociedade (global) ignorou a vida e passou a priorizar lucros, estereótipos, marcas, modas, puerilidades, falsidades, viramos uma "aldeia de ignorar a vida global". Globalizamos um modo de vida, que ignora o próprio fato de viver, e onde se estimula uma vida baseada no consumo, consumo não apenas desses exemplos acima, mas do consumo da própria vida. Quanto mais tragédias terão que ocorrer para reconhecermos o estado doentio que erode a sociedade? Lembremos dos que morrem todos os dias nas guerras politicamente criadas no Oriente Médio, nos bairros periféricos que circundam e sustentam o luxo expropriado, nas ruas vizinhas a nós, nas mortes nas filas dos hospitais, na nossa morte que vem ocorrendo aos poucos, quando aceitamos mais acontecimentos como esses.
Por mais absurdo que seja, embora sejamos humanos, precisamos nos Humanizar.
Aqui, nossas condolências.
domingo, 25 de novembro de 2012
TAIJI QI GONG
Saudação e Respeito a Todos e Todas
Nesse arquivo em formato de imagem, tem um texto muito interessante do Mestre Wong Kiev Kit falando sobre o Taiji Qi Gong em 18 movimentos (o qual se encontra como "Taiji de 18 Passos" no texto do mesmo autor), seus benefícios para a saúde física, mental e espiritual, assim como conselhos para aperfeiçoar a prática. Esse texto foi retirado do livro do mesmo autor que se chama "Chi Kung".
Esse texto nos foi passado por Pedro Souto, professor da Associação Pernambucana de Práticas Corporais Chinesas. A ele, o nosso muito obrigado.
Valeu Pedro.
Nesse arquivo em formato de imagem, tem um texto muito interessante do Mestre Wong Kiev Kit falando sobre o Taiji Qi Gong em 18 movimentos (o qual se encontra como "Taiji de 18 Passos" no texto do mesmo autor), seus benefícios para a saúde física, mental e espiritual, assim como conselhos para aperfeiçoar a prática. Esse texto foi retirado do livro do mesmo autor que se chama "Chi Kung".
Esse texto nos foi passado por Pedro Souto, professor da Associação Pernambucana de Práticas Corporais Chinesas. A ele, o nosso muito obrigado.
Valeu Pedro.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
20 de NOVEMBRO
Viva
a 20 de novembro, momento para se lembrar.
(Mestre
Moraes)
Faço minhas as palavras
do Mestre Moraes, como um pedido de licença para começar a falar não apenas
sobre essa data, não apenas do símbolo que representa essa data, mas também do
fato, da realidade que insiste em se esconder através dos discursos da mídia,
ou dos diversos racismos incrustados nas mentes, nos olhos, nas falas, na
cultura. Mentiras elaboradas ao longo de séculos, reelaboradas no cotidiano e
vivenciadas em cada segundo. Mitos revividos sob a égide da democracia racial,
em um país onde ainda relegam à MAIORIA da população (composta por
afrobrasileiros, conscientes ou não, visto que a questão da aceitação étnica
passa pela formação político-identitária) os mais BAIXOS padrões de qualidade
de vida, que se estendem por todos os aspectos do “(SOBRE)viver em sociedade”.
Consciência Negra, não
apenas uma data, menos ainda “comemorativa”, não um dia ou um momento, outrossim
a busca pelo desenvolvimento da consciência no processo que poucos se atentam:
o viver. Diferentemente da tradição cartesiana que varreu a Europa, havia
muitas outras que se opunham a esse racionalismo quase que inato à própria
natureza (natureza não! “Objeto”, segundo o embrionário modo de enxergar “moderno”).
Umas dessas muitas tradições diferentes foram rasgadas, espetadas,
acorrentadas, e arrastadas sangrando (mar de sangue, Oceano Atlântico e tantos
outros que carregaram os “tumbeiros”), ainda dilaceradas, retiradas de seu
ventre, seu cordão umbilical, sua Mãe, para onde hoje reina o mais lindo
(falso) arco-íris racial sobre o céu que se quis Brasil.
Mais do que uma
remontagem histórica, ou exposição dicotômica (“maioria”/ “baixos”; “tradição”/
“moderno”) um grito real pelo direito de viver segundo essa(s) outra(s)
tradição(ões); VIVER! Tradição(ões) que não vê na natureza um objeto, nem
tampouco a grafaria um dia com uma letra minúscula (mini, algo pequeno, algo comum), Tradição(ões) que vive “COM” e não
“NA”, sem posse, sem impor; quem vive COM, é igual a Tudo e a Todos, e por isso
Respeita a Tudo e a Todos. Respeito que não é concedido, nem materialmente, nem
filosoficamente, nem culturalmente, a Todos os Afrodescendentes no Brasil.
Assim como o Baobá
finca suas raízes no Solo, e estende seus Galhos para o Céu, Nossos Pés
firmam-se na Terra, e nossas Cabeças alongam-se para o alto, afim de levar essa
Consciência que deve ser vivida todos os dias, assim como o desenvolvimento de
uma planta, ou o próprio ato de respirar. O céu se estende acima da cabeça de
todos, todos pisam o solo, todos respiram, essa consciência merece ser expandida
em conjunto com a luta física, política, econômica, filosófica, cultural, que
se arrastou (e se arrasta) ao longo de muitos séculos. Luta pelo modo de
enxergar a vida de maneira mais igualitária, mais integrada, mais VIVA, mais
REAL.
LUTA PELA VIDA E PELA
REALIDADE. Se o estalar do chicote do feitor AINDA nos faz viver segundo os
padrões de vida impostos para nós, é porque AINDA há muito o que mudar, há
muito o que desnudar, mostrar, desconstruir. É contra o silêncio ensurdecedor
da democracia racial e o racismo “colorido” que se entranhou em nosso tom de
pele, em nossos ossos, no nosso sangue, nas ranhuras de nosso cérebro, no jeito
de andar, de vestir-se e de enxergar a vida, fechando um ciclo vicioso, que
lutamos e resistimos.
Marco Aurélio Acioli Dantas
(Moderador do BLOG)
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